26 março, 2011
Do outro lado da rua
Não teve quem não visse a menina do outro lado da rua a gritar impropérios. Não teve quem não a julgasse escandalosa, insensata e até um pouco vulgar.
A menina do outro lado da rua a gritar impropérios.
Ninguém ousou lhe perguntar o motivo, ninguém desconfiou da tristeza que ela levava consigo, nem tão pouco, lhe adivinharam as lagrimas. Tive vontade de entrar em sua defesa, era só uma menina ora bolas, era só uma menina a derramar a sua paixão em palavras duras.
Ninguém ali sabia, apenas conjecturavam sobre o amor e suas desmedidas. Ninguém ali ousou dizer àquela menina, que o teu pranto ficaria melhor num samba canção.
ANA FENNER
18 março, 2011
Equilibrista da mais fina estirpe
Equilibrando a fina flor entre os caminhos dessa estrada.
Delicadeza de menina, raízes firmes de mulher, bailarina em um mundo concreto.
É a força da natureza bruta, é a delicadeza dos vendavais, é o eterno ir e vir das marés.
Seguir buscando estrelas, voltar para apanhar pedrinhas luminosas deixadas pelo caminho...
Equilibrista solitária entre ser e sonhar.
Ana Fenner
26 fevereiro, 2011
Luz Própria
"Nosso grande medo não é o de que sejamos incapazes.
Nosso maior medo é que sejamos poderosos além da medida. É nossa luz, não nossa escuridão, que mais nos amedronta.
Nos perguntamos: "Quem sou eu para ser brilhante, atraente, talentoso e incrível?" Na verdade, quem é você para não ser tudo isso?...Bancar o pequeno não ajuda o mundo. Não há nada de brilhante em encolher-se para que as outras pessoas não se sintam inseguras em torno de você.
E à medida que deixamos nossa própria luz brilhar, inconscientemente damos às outras pessoas permissão para fazer o mesmo".
Nelson Mandela,
Nosso maior medo é que sejamos poderosos além da medida. É nossa luz, não nossa escuridão, que mais nos amedronta.
Nos perguntamos: "Quem sou eu para ser brilhante, atraente, talentoso e incrível?" Na verdade, quem é você para não ser tudo isso?...Bancar o pequeno não ajuda o mundo. Não há nada de brilhante em encolher-se para que as outras pessoas não se sintam inseguras em torno de você.
E à medida que deixamos nossa própria luz brilhar, inconscientemente damos às outras pessoas permissão para fazer o mesmo".
Nelson Mandela,
Discurso de posse, em 1994
21 fevereiro, 2011
"Vamos seguir juntos para ficarmos bem"
E quando eu canso e digo “chega, não acredito mais”, vem uma coisa nova, um jeito de amar tão bonito que me contagia e eu repito baixinho “eu acredito, eu acredito sim”. E para todos aqueles que hoje estão cansados demais, para os que precisam de um motivo para acreditar no humano ou simplesmente precisam de um afago na alma, conheçam o projeto Playing For Change que une músicos de rua do mundo inteiro no intuito de comover as pessoas em prol da paz e do respeito.
O projeto deu origem a Playing For Change Foundation (PFCF) , que está esta construindo escolas voltadas para a arte e centros de refugiados em diversos países. É a música por um mundo melhor.
obs: O vídeo de Satnd By Me, chegou através de um grande amigo que deu leveza ao meu dia de hoje. Espero que esta energia positiva chegue a cada um de vocês.
06 fevereiro, 2011
05 fevereiro, 2011
02 fevereiro, 2011
Ciúmes Sim, porque não?
Claro que eu não conheço Carpinejar e tampouco sou amiga de Cínthya, mas atire a primeira pedra quem não teve vontade de esfolar vivo, aquela criaturinha que diz te amar, porém não resiste a uma boa olhada na ninfetinha desavisada que cruzou o caminho dele. Eu que assumo o meu lado neurótico e louco (afinal de médico e louco todo mundo tem um pouco, já dizia o jargão), me sinto feliz de não ser a única que planeja mentalmente um jeito de acabar com a brincadeira para a qual eu não fui convidada, apesar de ser a protagonista da história. Entretanto “é só ciúme, doença que contraí porque amo demais Mas também é loucura, loucura”.
Não me envergonho de ser humana e assumir minhas fraquezas, sou sim a mulher que fala alto, que exagera nos gestos e enlouquece de ciúmes. E se você não for, ótimo para você, para todas as outras indico o blog que apresenta uma leitura fácil e divertida, como diria Cínthya citando Gullar: “Para os momentos de fúria, quando traduzir-se é uma questão de vida ou morte, Será arte?...Será arte.”
Não me envergonho de ser humana e assumir minhas fraquezas, sou sim a mulher que fala alto, que exagera nos gestos e enlouquece de ciúmes. E se você não for, ótimo para você, para todas as outras indico o blog que apresenta uma leitura fácil e divertida, como diria Cínthya citando Gullar: “Para os momentos de fúria, quando traduzir-se é uma questão de vida ou morte, Será arte?...Será arte.”
Ana Fenner
27 janeiro, 2011
Coragem
"Os deuses não nos protegem do medo. Eles nos convidam à coragem de viver a despeito dele."
Rubem Alves
21 janeiro, 2011
Das coisas que descobri
É preciso parar, ás vezes é mesmo fundamental. Parar permite que você reflita, ao refletir talvez você se encontre, talvez decida se perder de vez, mas isso pouco importa, a decisão é sempre sua.
Parando eu descobri que é preciso o tempo do luto para que se possa tirar finalmente as coisas do armário e dar a quem precise e para que seu coração assimile a perda. É preciso bastante atenção nisso porque é chegada a hora em que o luto tem que acabar e ai é vestir teu vestido mais colorido e sair para a rua a festejar tudo novo de novo, por mais clichê que isso possa soar.
Parando eu descobri que é preciso o tempo do luto para que se possa tirar finalmente as coisas do armário e dar a quem precise e para que seu coração assimile a perda. É preciso bastante atenção nisso porque é chegada a hora em que o luto tem que acabar e ai é vestir teu vestido mais colorido e sair para a rua a festejar tudo novo de novo, por mais clichê que isso possa soar.
Descobri também que é fundamental apaixonar-se, mas é preciso reconhecer que a paixão tem seu fim, virar o a página e iniciar o próximo capitulo, que pode ser tão encantador e intenso quanto o primeiro (a decisão é sempre sua).
Das minhas paixões reconheço que quando as estou vivendo escrevo mal, mas vivo muito bem. Descobri que saudade não se define apenas se sente e que toda saudade tem cheiro de flores de um jardim que já não visito.
Da vida se leva pouca coisa e este é o momento de viver e não é preciso pressa “o tempo dirá lento o que virá”.
Ana Fenner 12/12/08
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