07 março, 2009

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Ele vive dentro do aquário
Eu sou de sagitário
Ele nada pra viver
Eu vivo pra nada

Nero o imperador colocou fogo em Roma
Eu não guardo magoa
O Nero meu não morre afogado
Eu não me resguardo

Eu nasci pra amar
Ele é de rio não de mar
Ana Fenner

Presente

Nem bem começou o fim de semana e a doçura invadiu a porta da minha casa trazendo encantamento. Uma amiga foi quem trouxe a beleza e alegria que contagiou a manhã, trouxe de presente um peixinho beta (meu já amado Nero), trouxe assim de surpresa mesmo, nem chegou a entrar, bateu campainha e me entregou o presente e eu fiquei com a felicidade própria das crianças (cristalina e simples). Meus amigos são tão amorosos com seus atos singelos que me causam uma ternura sem fim. Passei a manhã brincando com Nero e a Lua (minha cachorrinha) e olha só esta casa esta se tornando mais habitada, somos agora três rs. Nos últimos tempos tem sido assim, quando minhas lembranças me enchem de saudades, vem logo alguém com um carinho todo especial. Os meus amigos não são anjos, mas me fazem acreditar em milagres. Principalmente neste milagre que não entendo: a vida.

Ps: Rachel lindeza obrigada pelo carinho, obrigada por alegrar não somente este dia mas todos os outros que passei em sua presença.Obrigada pelo lindo presente e por existir,.aliás você existe???
Ana Fenner

06 março, 2009

Desmedida


Olha não é por nada, eu não sou perfeita, não sou tão bozinha quanto parece. Olhe não vá levar a mau, é que eu também tenho meus pecados inconfessáveis. É que andei por estradas que não têm volta e mesmo assim queria regressar. Não sou tão meiga assim, não sou tão boa quanto queria ser. Meu coração ainda toma a frente das coisas, ele ainda manda e desmanda em mim. Se eu incômodo não é por querer não quero fazer barulho, quero apenas seguir. Às vezes acho que vou acabar muito cansada para continuar nadando depois caio em mim e vejo que surge força da onde eu nem imagino. A vida tem disso, é música q a gente não entende, mas acaba dançando.
Ana Fenner

03 março, 2009

O Fantástico Mundo Meu

Gosto de sorvete, mas do que de qualquer comida e é fácil me agradar assim. Não sou do tipo revoltada, nem faço o gênero passiva sou antes uma mistura de aceitações, infantilidades, lembranças, saudades e algumas poucas maturidades. Penso em voar de asa delta,mas nunca me sobra dinheiro, iniciativa e até mesmo vontade.
Sou do tipo que faz tempestades em copo d’água, levo algumas coisas ao pé da letra, depois me refaço e corro atrás do prejuízo.
Ciumenta por natureza e encontro ai minha maior neurose. Não me importo muito se você gosta ou não do meu corpo, aprendi a viver com minha assimetria. Não sou santa nem puta, nem pobre nem rica, não gosto de pessoas convenientes e ás vezes minto por comodidade. Tenho meus vícios, minha manias, minhas imperfeições, já quis mudar o mundo (e continuo querendo rs), já perdi as esperanças e conquistei a fé.
Vou ao cinema com certa freqüência, quase não assisto novelas, adoro escutar músicas, acho teatro um obra de arte,mas amo mesmo é ler. Livros roubam minha atenção e conquistam minha alma.
Admiro rebeldias, quem dá a cara a tapa e vai a luta. Sou feita de sonhos, paixões e desejos.
Eu: imperfeita, incoerente, incógnita e completamente instável
Ana Fenner

02 março, 2009

ela

         Sentada sem dizer nada, só olhando e percebendo o que eu
          digo
Calada, impassível, impossível
Sabendo que sob cada palavra vem uma
dose de desejo
Destilando a cada olhar a palavra que eu queria dela
escutar

Deitada,
mesmo sem querer
Sendo minha
Sempre sem saber
Que não sai da minha
cabeça

A cor da
pele
O pelo
Pelo que sempre busco
Pelas ruas em que nunca ando
Quando não estou com ela

Sem qualquer
métrica, sendo a máxima
A única
personificação pura do meu desejo
Sendo a única que me fez
Querer e ter
Num só momento

Sendo o que não sei ver
em outra
Apenas nela
É tudo: ela

Caldeira

Velório

Vamos lá, sepultar tudo o que ficou e já não volta. Vamos colocar fim nas lágrimas malbaratadas, vamos economizar palavras que não refletem a sinceridade. Vamos jogar fora toda roupa não usada, vamos gritar bem alto que aqui estamos para o enterro.
Por arremate vamos enterrar tudo o que foi feito levianamente, vamos colocar um fim nos dramas elaborados por situações que mais tarde descobrimos serem inventivas.
Quero registrar aqui e agora que me fere a ausência da verdade, quero dizer que julguei errado, que acreditei mais do que deveria e me maltratei por isso. Quero que se ponha fim no picadeiro que alguém armou e que me sobrou o papel do cão amestrado.
Anseio que se queime a culpa, o remorso e todas as tolices sentidas em prol de uma ilusão. Perdemos o juízo, a razão e a generosidade, colocamos a cabeça a premio e esperamos que alguém nos arrematasse.
Desejo que o cenário mude, que os personagens se encontrem e esta é a coisa mais honesta dos últimos tempos... quero mesmo que se coloque fim pra que haja progresso. Venha você comigo a dizer para aqueles que já não escutam, venha me ajudar a desenhar para aqueles que já não vêem, eu almejo um presente diferente, quero que os amigos voltem a ser amigos, quero que as pessoas sejam vistas exatamente como são (que não sejam glorificadas pelo mérito que não tem e nem que sejam desprezadas pelas qualidades que lhe faltam).
Este é o meu protesto em busca da veracidade na sua face maior
Ana Fenner

Acredito

Eu acredito nas pessoas e na força que isso tem. Eu acredito em sonhos e no seu poder de transformação. Eu acredito no amor e na sua magnitude. Eu acredito em você e acredito em mim. Acredito que palavras doces suavizam um coração, um abraço diz mais que mil palavras e pra que haja mudança é preciso dar um passo em outra direção. Eu estou aqui pra dizer que acredito, afirmando isso minha fé se fortalece e declaro meu amor. Eu acredito no meu sorriso espontâneo (que voltou para ficar), acredito nas luzes da cidade que encantam meus olhos, no poder de ser criança, mulher, anjo, imperfeita, incoerente e imprecisa. Acredito no caminho que escolhi e nas coisas que resolvi abandonar. Sinto meus sonhos a tocarem a palma da minha mão e assim descubro a beleza que é estar viva.

Das palavras de Cecília Meireles

Cecília é uma doçura de ler:

"No mistério do Sem-Fim,
equilibra-se um planeta.
E, no planeta, um jardim,
e, no jardim, um canteiro:
no canteiro, urna violeta,
e, sobre ela, o dia inteiro,
entre o planeta e o Sem-Fim,
a asa de urna borboleta."
Cecília Meireles

Mascara's


Costurei retalhos de uma vida, juntei com retalhos deste ultimo ano e chego a incontestável conclusão que sou artista de mim mesmo. Pelo palco me invento, me desmancho e reconstruo. Faço dos espectadores personagens deste filme que vejo em preto e branco e por vezes colorido. Vou jogando o jogo no qual sou apenas peça e me deixo jogar. Vou recriando os cenários, vou refazendo meus personagens prediletos e me esqueço do canhão de luz que parece apontar sempre na direção oposta. Eu armo um escândalo interno pra brigar, mas sou incapaz de desferir uma palavra dura a você, tenho ensaiado falas românticas que engulo com meu orgulho ferido, tento um contra ataque, mas não existe “contra regras” e eu apenas sigo. Vou pisando sutilmente no palco, às vezes ensaio uma revelação, mas minhas máscaras já fazem parte do que sou. Você que vê, enxerga apenas o que deseja, para uns sou santa, pra outros palhaço, já fui a mocinha, protagonista, figurante, puta, ingênua, culpada e vitima. Olho para este palco, olho nos olhos daquele que me vê por minutos em cena e se considera capaz de um julgamento verídico da minha personalidade. Não conheço a mim porque então se julga capaz de me reconhecer? Sou tudo e não sou nada, a mim cabe juntar os retalhos espalhados pelo quarto e fazer com que eles façam algum sentido. E se acaso tiver curiosidade de que sou feita eu mesmo lhe direi: sou feita de papel, aço e ossos. Flexível, forte e quebradiça.
Ana Fenner

Ana

Este texto é da autoria da minha amiga/irmã Isa. Ela escreveu para mim e esta aqui postado,cheio de carinho dado e recebido. A você Isa meu muito obrigada.



"Imagina que a minha vida é como um jogo. Um jogo de peças... E eu sou uma peça...Tenho as peças mãe e pai. Mas faltou uma peça fundamental... A peça irmã...Só que essa peça irmã, teria que ser especial. Estava a procura de uma peça que tivesse muitas coisas em comum... Como "encaixe" da vida...Uma pessoa que assim como eu, não teria irmã e seria uma pessoa que me escutasse...Agora saindo do jogo de peças e indo para o jogo vida real...Conheci uma pessoa na época do jardim (segundo período ou pré). Com os anos de convivência no mesmo colégio, a pessoa tornou uma amiga e irmã (Achei a peça irmã).Passou infância (brincadeiras, exercícios para casa, educação físicas (aff), trabalhos em grupos); adolescencia (namoro, rolos, historias, discussões, confidencias, companheirismo) . Agora adultas (faculdade, serviços, empregos, estágios, viagens e namoros). E a nossa amizade dura....Quantas histórias engraçadas que se fosse publicado, teria inúmeras páginas.Somos unidas, confidentes, rimos juntas, defendemos uma a outra, já discutimos, afinal temos personalidade, rsrs. Somos diferentes em várias coisas e ao mesmo tempo temos coisas parecidas. Com um olhar sabemos o que a outra está pensando. As pessoas tem ciume de nossa amizade, acho que por durar tanto tempo...Já fizemos aula de forró. Já fomos em Macacos, Dores e quantas praias (Meaipe, Vitória, Vila Velha), Materlândia. Tirando os passeios aqui dentro de BH (boates, shows, festas, cinema, shopping)...Isso porque não consigo lembrar de tudo, rsrs.Ela sabe que no jogo da minha vida ela faz parte. Sabe também quem vai ser madrinha do meu casamento e dos meus babys, rsrs. Futuro, rsrs.Quero que ela saiba o tanto que eu a amo e que ela é peça fundamental na história que estou construindo. A história da minha vida! "