01 novembro, 2011

Quem é esta estranha, que me encara no espelho do banheiro?
Foi de madrugada, que com espanto, não me reconheci no reflexo esfumaçado do espelho. 
Estaria eu então, vivendo a metamorfose de Kafka ou estaria como H.G., de Clarice, experimentando o absurdo do despertar. Não, não é isso. Foi o estrondoso grito do silêncio, incapaz de acordar toda casa, mas berrando aos meus ouvidos. Foi um baque, um vidro estilhaçado, pedra atirada, o impacto da bala rompendo o ar e me atingindo...não tem volta.
A estranha do banheiro, descumpri as regras e me questiona: e agora?
E agora...agora não tem volta.

17 abril, 2011

Para ela com carinho

O que a gente precisa é ser valente nessa vida, o que esperam da gente é coragem. Então senta q eu vou te falar de quem sempre tenta uma vez mais, escuta o que tenho pra te dizer dessa gente bonita e do bem. Se acanhe não, que aqui o que importa é o que vem do coração, deixe a tristeza do lado de fora que quero falar de uma moça coragem. Moça sim, que idade não esta no calendário, mas no brilho do olhar. E ela tem aquele brilho no olhar (sabe?),  de gente que já nasceu sabendo ao que veio, de gente que não foge a luta jamais. Eu a conheço desde sempre e isso não é exagero, conheço mesmo desde que nasci, não é parente não seu moço, que parente nunca foi patente de grande serventia. Esta moça é chegada minha, me estende a mão quando vacilo e esta ali para o que der e vier. Mas não é nada disso que eu quero falar, que isso nem carecia de explicação. O que eu quero dizer é que  eu tenho um apreço enorme por ela e que quero que chegue aos ouvidos dela que tem alguém aqui que a ama de um tanto sem tamanho. Esta moça é tão grande em generosidade e afeto que hoje eu acordei disposta a dizer para o mundo que aqui não tem peso de sobrenome não, aqui tem peso é de amizade.

16 abril, 2011

Bilhetinhos Meus

"Alguns escrevem pela arte, pela linguagem, pela literatura.
Esses, sim, são os bons.
Eu só escrevo para fazer afagos.
E porque eu tinha que encontrar um jeito de alongar os abraços.
E estreitar distâncias.
Uns escrevem grandes obras.
Eu só escrevo bilhetes para escondê-los, com todo cuidado, embaixo das portas."
Rita Apoena

12 abril, 2011

Ter me socorrido vai valer

"Começar de novo e contar comigo
Vai valer a pena ter amanhecido
Ter me rebelado, ter me debatido
Ter me machucado, ter sobrevivido
Ter virado a mesa, ter me conhecido
Ter virado o barco, ter me socorrido
Começar de novo e só contar comigo
Vai valer a pena ter amanhecido

Sem as tuas garras sempre tão seguras
Sem o teu fantasma, sem tua moldura
Sem tuas escoras, sem o teu domínio
Sem tuas esporas, sem o teu fascínio
Começar de novo e só contar comigo
Vai valer a pena já ter te esquecido
Começar de novo..."

07 abril, 2011

Foi ele e não eu


Eu não desisti do amor, foi ele quem desistiu de mim. Saiu sem avisar, teve a delicadeza de não trancar a porta, de modo que posso sair quando quiser ou simplesmente esperar que outra emoção se achegue.  Eu não desisti do amor, foi ele quem desistiu desse abrigo precário que tenho a oferecer. Não disse um até logo, não olhou para trás, nenhuma despedida por menor fosse. Eu não desisti, você é capaz de compreender isso? Eu nunca desisti de nada, a vida é que abortou meus planos, foi ela quem me tirou o que me sustentava e tive que reaprender a andar... sozinha dessa vez.  Foi bom, você segurou minha mão por tempo demais, você segurou a onda por mais tempo que eu poderia pedir a você. Eu vi um amor bonito em você, eu vi ele se sustentar em meio a terrenos inseguros e agora vejo o vazio que ele deixou. Não sinto saudades de você ou do que foi, sinto saudades do que nem chegou a ser. Sinto saudades de um futuro que agora faço sozinha. Eu não desisti do amor, foi você quem desistiu de mim.

26 março, 2011

Valentia

“Tomara que apesar dos apesares todos, a gente continue tendo valentia suficiente para não abrir mão de se sentir feliz.”

Ana Jácomo

Do outro lado da rua

Não teve quem não visse a menina do outro lado da rua a gritar impropérios. Não teve quem não a julgasse escandalosa, insensata e até um pouco vulgar.
A menina do outro lado da rua a gritar impropérios.
Ninguém ousou lhe perguntar o motivo, ninguém desconfiou da tristeza que ela levava consigo, nem tão pouco, lhe adivinharam as lagrimas. Tive vontade de entrar em sua defesa, era só uma menina ora bolas, era só uma menina a derramar a sua paixão em palavras duras.
Ninguém ali sabia, apenas conjecturavam sobre o amor e suas desmedidas. Ninguém ali ousou dizer àquela menina, que o teu pranto ficaria melhor num samba canção.
ANA FENNER

18 março, 2011

Equilibrista da mais fina estirpe

Equilibrando a fina flor entre os caminhos dessa estrada.


Delicadeza de menina, raízes firmes de mulher, bailarina em um mundo concreto.

É a força da natureza bruta, é a delicadeza dos vendavais, é o eterno ir e vir das marés.

Seguir buscando estrelas, voltar para apanhar pedrinhas luminosas deixadas pelo caminho...

Equilibrista solitária entre ser e sonhar.

Ana Fenner

26 fevereiro, 2011

Luz Própria

"Nosso grande medo não é o de que sejamos incapazes.
Nosso maior medo é que sejamos poderosos além da medida. É nossa luz, não nossa escuridão, que mais nos amedronta.
Nos perguntamos: "Quem sou eu para ser brilhante, atraente, talentoso e incrível?" Na verdade, quem é você para não ser tudo isso?...Bancar o pequeno não ajuda o mundo. Não há nada de brilhante em encolher-se para que as outras pessoas não se sintam inseguras em torno de você.
E à medida que deixamos nossa própria luz brilhar, inconscientemente damos às outras pessoas permissão para fazer o mesmo".



Nelson Mandela,
Discurso de posse, em 1994

21 fevereiro, 2011

"Vamos seguir juntos para ficarmos bem"

E quando eu canso e digo “chega, não acredito mais”, vem uma coisa nova, um jeito de amar tão bonito que me contagia e eu repito baixinho “eu acredito, eu acredito sim”.  E para todos aqueles que hoje estão cansados demais, para os que precisam de um motivo para acreditar no humano ou simplesmente precisam de um afago na alma, conheçam o projeto Playing For Change que une músicos de rua do mundo inteiro no intuito de comover as pessoas em prol da paz e do respeito.  



O projeto deu origem a Playing For Change Foundation (PFCF) , que está esta construindo escolas  voltadas para a arte e centros de refugiados em diversos países. É  a música por um mundo melhor.
obs: O vídeo de Satnd By Me, chegou através de um grande amigo que deu leveza ao meu dia de hoje. Espero que esta energia positiva chegue a cada um de vocês.

06 fevereiro, 2011

Fica Pra Outro Dia



"Então faz assim, Tristeza:
A gente se vê outro dia,
numa outra vida."

Pipa

05 fevereiro, 2011

Ponto e Basta

Tem coisa que dói e ponto.
 Descobre-se desleal antes mesmo de ser infiel.

Ana Fenner

02 fevereiro, 2011

Ciúmes Sim, porque não?


Leio a última crônica em Matando Carpinejar e repentinamente me sinto vingada.
Claro que eu não conheço Carpinejar e tampouco sou amiga de Cínthya, mas atire a primeira pedra quem não teve vontade de esfolar vivo, aquela criaturinha que diz te amar, porém não resiste a uma boa olhada na ninfetinha desavisada que cruzou o caminho dele. Eu que assumo o meu lado neurótico e louco (afinal de médico e louco todo mundo tem um pouco, já dizia o jargão), me sinto feliz de não ser a única que planeja mentalmente um jeito de acabar com a brincadeira para a qual eu não fui convidada, apesar de ser a protagonista da história. Entretanto “é só ciúme, doença que contraí porque amo demais Mas também é loucura, loucura”.
 Não me envergonho de ser humana e assumir minhas fraquezas, sou sim a mulher que fala alto, que exagera nos gestos e enlouquece de ciúmes. E se você não for, ótimo para você, para todas as outras indico o blog que apresenta uma leitura fácil e divertida, como diria Cínthya citando Gullar: “Para os momentos de fúria, quando traduzir-se é uma questão de vida ou morte, Será arte?...Será arte.”
Ana Fenner

27 janeiro, 2011

Coragem

"Os deuses não nos protegem do medo. Eles nos convidam à coragem de viver a despeito dele."
Rubem Alves

21 janeiro, 2011

Das coisas que descobri

É preciso parar, ás vezes é mesmo fundamental. Parar permite que você reflita, ao refletir talvez você se encontre, talvez decida se perder de vez, mas isso pouco importa, a decisão é sempre sua.
Parando eu descobri que é preciso o tempo do luto para que se possa tirar finalmente as coisas do armário e dar a quem precise e para que seu coração assimile a perda. É preciso bastante atenção nisso porque é chegada a hora em que o luto tem que acabar e ai é vestir teu vestido mais colorido e sair para a rua a festejar tudo novo de novo, por mais clichê que isso possa soar.
Descobri também que é fundamental apaixonar-se, mas é preciso reconhecer que a paixão tem seu fim, virar o a página e iniciar o próximo capitulo, que pode ser tão encantador e intenso quanto o primeiro (a decisão é sempre sua).
Das minhas paixões reconheço que quando as estou vivendo escrevo mal, mas vivo muito bem. Descobri que saudade não se define apenas se sente e que toda saudade tem cheiro de flores de um jardim que já não visito.
Da vida se leva pouca coisa e este é o momento de viver e não é preciso pressa “o tempo dirá lento o que virá”.
Ana Fenner 12/12/08